
O chicharro açoriano (sim, o nosso Trachurus picturatus) brilhou no prestigiado concurso Olivier Roellinger — e com estilo.
A EFTAZORES já é presença habitual neste concurso internacional, mas este ano quem deu cartas foi o formando Afonso Carreiro. Durante um mês inteiro, mergulhou de cabeça na preparação: testes, experiências e muitas conversas criativas, sempre com o apoio do chef e formador Rui Medeiros.
Resultado? Valeu totalmente a pena. Afonso conquistou o 4.º lugar e uma menção honrosa depois de enfrentar duas provas exigentes e uma entrevista.
Na primeira prova, o desafio era criar um prato gourmet com peixe sustentável. E ele não facilitou: apresentou um chicharro recheado com mousse do próprio peixe, com sabores bem açorianos como pimenta da terra, cebola e alho. Tudo isto servido com um jus inspirado no fundo do mar, espuma de água azeda das Furnas a lembrar as ondas e pó de algas como areia. Para completar, um puré de batata-doce a representar o sol — com “corais” a decorar. Basicamente, um prato que parecia uma obra de arte.
Depois veio a segunda prova: fazer algo mais simples, que qualquer pessoa pudesse cozinhar em casa em 30 minutos. Afonso reinventou um clássico — pataniscas — mas trocou o bacalhau por chicharro. A acompanhar? Maionese de algas feita em casa e pickles de cebola com vinho tinto. Simples, mas cheio de identidade.
Mais do que cozinhar bem, Afonso quis mostrar os Açores no prato. Escolheu um peixe local, sustentável e sem restrições de pesca, e ainda fez questão de trabalhar sem usar plásticos — nada de película aderente ou sacos de vácuo. Consciência ambiental também conta.
O Concurso Olivier Roellinger aconteceu a 1 de abril, em Dinard, e reuniu 15 participantes de vários países europeus. A presença da escola faz parte do programa Erasmus+.
Conclusão? Talento açoriano + criatividade + sustentabilidade = receita de sucesso.